domingo, 19 de junho de 2016

ÂNIMO PARA VIVER

A força de vontade e a disposição de ânimo para a luta têm um valor considerável na vida das criaturas. Todos devem ter força de vontade, equilíbrio espiritual, para poderem ter ânimo e coragem para viver. A vida na Terra é cheia de canseiras e de lutas. O homem luta e sofre para conseguir vencer e, se lhe falta o ânimo e a coragem, essa luta não poderá ser fácil, nem ele sairá vencedor. Há, portanto, necessidade de ânimo forte para que a criatura possa trabalhar, lutar e vencer.

Tudo na Terra é passageiro; são poucas, pouquíssimas mesmo as compensações materiais, morais e espirituais. Tudo se torna mais difícil, tudo se torna mais pesado, quando a criatura não está preparada para a luta pela vida.

Saiba o homem lutar com denodo, saiba vencer as dificuldades, tudo esperando e tudo afastando de si, para melhor poder caminhar, não vendo dificuldades nem obstáculos, mas agindo sempre para o bem e, assim, vencerá na luta pela vida.

A falta de ânimo e a falta de coragem prejudicam o ser e o incapacitam de bem viver. Todos têm obrigação de lutar, ninguém veio a este mundo para ser um privilegiado; desde que o espírito encarnou é para trabalhar, é para sofrer, lutar, mas vencer.

Disponha-se o ser a lutar, saiba pensar sempre com elevação, com valor, desprendimento e vencerá. O mundo quer espíritos fortes, valentes; os fracos, aqueles que vivem pensando mal, com idéias pessimistas, dificultando seu viver, não vencem, são sempre uns vencidos.

É preciso saber caminhar neste mundo, certos de que a ele vieram para trabalhar e não para gozar e não para se combaterem uns aos outros, criando inimizades, animosidades, infelicidade espiritual, perturbação do espírito, ambiente pesado.

A franqueza e a lealdade são qualidades de um valor considerável. Mas ser franco, ser leal não é ser déspota, nem malcriado, é usar de sinceridade em todas as palavras, em todos os gestos. A lealdade não suporta despeito, não suporta desconfiança. A criatura leal confia, porque a sua lealdade manda que julgue os outros por si. A criatura que é desleal passa a julgar os outros capazes também de deslealdade.A sinceridade é uma qualidade superior e que todos os seres deveriam possuir.

A vida na Terra tem, de fato, as suas dificuldades; há muitos trabalhos a passar, há muitas contrariedades a vencer, e a vida se tornaria mais suave se as criaturas fossem mais compreensivas, se pusessem de parte o despeito e a inveja. Quando há nos seres os sentimentos de lealdade, de franqueza, de serenidade, eles se tornam felizes, porque estão sempre em paz com a sua consciência.

A insinceridade traz o espírito sempre em sobressalto, faz com que crie na sua imaginação coisas que não existem. É um fato importante a observar aquilo que as criaturas criam na sua imaginação, porque há imaginações que avolumam os casos de tal modo que até parecem realidade, quando não passam de um mito, quando não passam de pensamentos de desconfiança e nada mais. Esses fatos criados na imaginação causam prejuízos tamanhos que levam a desarmonia e o desentendimento aos próprios lares. [...] É preciso, pois, que as criaturas saibam guiar os seus pensamentos e não se deixem nunca levar pela imaginação doentia. [...] No dia em que todos souberem pensar, não haverá mais criaturas despeitadas, não haverá mais desinteligências. É preciso que a criatura saiba viver e não semeie ventos, porque pode colher tempestade.

Saibam, portanto, viver. Saibam pensar, saibam agir, pois todos podem viver bem, todos podem ser felizes, desde que o queiram. Há muita gente que despreza os sentimentos que a poderiam tornar feliz, para adotar outros que a trazem em completo e eterno desassossego.

Cada um, porém, tem o que merece, e desde que procure pelas próprias mãos a intranquilidade e o desassossego, que sofra as conseqüências da sua maneira de pensar, da sua maneira de agir, já que não quer enveredar pelo caminho reto que todos devem seguir, pois se assim procedesse, não haveria avassalamentos, não haveria certas e determinadas enfermidades.

Isso acontecerá, quando as criaturas souberem pensar.

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Autor: Luiz de Mattos



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