sábado, 18 de março de 2017

QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?

Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso.

domingo, 15 de janeiro de 2017

A CAÇA ÀS BRUXAS

Dor sem conselho, saco sem fundo, febre contínua que nunca termina, besta insaciável, folha levada pelo vento, bastão vazio, louca desvairada, mal sem nenhum bem, em casa um demônio, na cama uma vadia, na horta uma cabra, imagem do Diabo.

Em geral, falar de caça às bruxas significa voltar à época medieval. A perseguição em massa e os massacres, no entanto, continuaram muito depois desse período. As grandes ondas repressivas contra as bruxas e os hereges aconteceram, na verdade, de 1480 a 1520, período ao qual sucederam uma relativa pausa e uma nova onda de perseguições de 1580 a 1670.

sábado, 14 de janeiro de 2017

DIFERENÇAS ENTRE DEÍSMO E TEÍSMO

Ambos os grupos acreditam em Deus, apesar disso, não podemos confundir o deísmo com o teísmo.

Deísmo
O deísmo é uma corrente filosófica que reconhece a existência de Deus através da razão e do livre pensamento, em vez dos elementos comuns das religiões organizadas que seguem revelações e tradições. Os adeptos do deísmo acreditam em Deus, mas não praticam nenhuma religião, comumente deístas acreditam que Deus é impessoal e não interfere no universo. Os deístas não aceitam revelações, e normalmente se recusam a acreditar em eventos sobrenaturais, milagres, profecias e livros sagrados. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

UM DEÍSTA NO SÉCULO XXI

Nos dias de hoje, nossa sociedade vive uma tradição em que talvez certas questões não fossem postas à prova. Vivemos num mundo multidiversificado, onde as crenças são inclusas nesse aspecto. 

Dentro desse panorama, onde se enquadra o deísta?

Desde o surgimento do iluminismo no século XVII, começamos a questionar coisas que naquela época era morte certa, com inquisição na Espanha, em Roma e em muitos lugares da Europa, passou a se questionar o que realmente é verdade dentro do que nos ensinaram a aceitar como a verdade.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O DEUS DE EINSTEIN - Parte 02

A resposta de Einstein não foi confortadora para todos. Alguns judeus religiosos, por exemplo, observaram que Espinosa fora excomungado da comunidade judaica de Amsterdã em razão dessas convicções, e também fora condenado pela Igreja Católica, por garantia. “O cardeal O’Connell teria feito bem em não atacar a teoria de Einstein”, disse um rabino do Brorrx. “E Einstein teria feito melhor em não proclamar sua descrença num Deus que se ocupa com o destino e as ações dos indivíduos. Os dois deram opiniões sobre áreas fora da sua jurisdição.” Mesmo assim, a maioria das pessoas ficou satisfeita, concordasse plenamente ou não, pois conseguia compreender o que ele queria dizer.